FELIZ SÁBADO >>> MULHERES, SEGUIDORAS E DICÍPULAS...

25/08/2018 00:00

Portanto, eu lhe digo, “os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". Lucas 7:47.

Será que Deus se sente mais feliz com a fria irrepreensibilidade dos “bem comportadinhos” ou com a afetuosa efusão dos excluídos e pecadores? Aliás, os próprios “irrepreensíveis” se sentem felizes?

Jesus não tinha medo de pessoas mal afamadas. Conforme o verso base em meditação de hoje, o Senhor aceitou até a demonstração de carinho de uma prostituta!

 

Enquanto Ele estava, à maneira oriental, deitado à mesa, na casa do fariseu Simão, chegou uma prostituta, regou-lhe os pés com suas lágrimas, secou-os com sua generosa cabeleira e perfumou-os com o rico perfume, adquirido com o dinheiro do pecado.

 

Escândalo para a “gente de bem”. Mas Cristo aponta o mistério profundo que está agindo por trás das aparências: a mulher mostrou tanto amor, porque encontrou tamanho perdão! Enquanto o fariseu não demonstrou carinho para com Jesus, porque achava que nada tinha a ser perdoado…

 

Jesus explica isso por meio de uma parábola: um devedor a quem é perdoado muito mostrará mais gratidão do que um que pouco tem a ser perdoado. Enquanto o fariseu continua “na sua”, a pecadora encontra salvação: “Tua fé te salvou”.

 

Há muitas espécies de fariseus, de pessoas satisfeitas com elas mesmas. Há os fariseus clássicos, os “bem comportadinhos”, que se julgam melhores que os outros e acham que, por força de sua virtude,  têm méritos, direitos e até privilégios diante de Deus. Mas há também os que acham que sua sem-vergonhice descarada e declarada os torna mais honestos que as pessoas menos ousadas.

 

A mensagem de hoje é esta: são amigos de Deus (“justos”) aqueles que reconhecem diante do Todo-poderoso sua dívida de amor e d’Ele recebem a remissão. Então, abrir-se-ão em gestos de gratidão, semelhantes ao gesto da pecadora que encontrou a salvação.

 

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A força libertadora de Deus, atuante em Jesus, faz a mulher se levantar e assumir sua dignidade. Jesus é sensível ao sofrimento, lembramos a passagem da viúva onde solidariza com a sua dor. O trabalho da mulher preparando o alimento é visto por Jesus como sinal do Reino. A viúva persistente que luta por seus direitos é colocada como modelo de entrega e doação. Numa época em que o testemunho das mulheres não era aceito como válido, Jesus escolhe as mulheres como testemunhas da sua morte, sepultamento e ressurreição.

O Evangelho de Lucas sempre foi considerado o Evangelho das mulheres. De fato, Lucas é o que traz o maior número de episódios em que se destaca o relacionamento de Jesus com as mulheres. Mas a novidade, a Boa Nova de Deus para as mulheres, não está só na abundante citação da presença delas ao redor de Jesus, mas, sobretudo na atitude de Jesus em relação a elas. Jesus as toca e deixa-se tocar por elas sem medo de se contaminar. À diferença dos mestres da época, Ele aceita mulheres como seguidoras e discípulas.
O Evangelho de Marcos define a atitude destas mulheres com três palavras: seguir, servir, subir até Jerusalém. Os primeiros cristãos não chegaram a elaborar uma lista destas discípulas que seguiam Jesus como o fizeram com os homens. Mas os nomes de sete destas mulheres estão espalhados pelas páginas dos evangelhos: Maria Madalena (Lucas 8,3); Joana, mulher de Cuza (Lucas 8,3); Suzana (Lucas 8,3); Salomé (Marcos 15,40); Maria, mãe de Tiago (Marcos 15,40); Maria, mulher de Clopas (João 19,25); Maria, a mãe de Jesus (João 19,25).
FELIZ SÁBADO...

Com Carinho e Orações,

Charles Bernardes >>> Meditando COM DEUS

Palavra da Meditação: Lucas 7:44-48.

 

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